Terça-feira, Julho 28, 2009 ...
00:33 nas planícies
A very useful book ou
Procura-se Susan desesperadamente
Meu mundo por um livro que me indique o que fazer, ou como resolver as coisas, abrindo as páginas. Um que me diga exatamente para que lado ir.
E olha que não é uma promessa vazia, que essas coisas custam um mundo todo mesmo - assim como fugir de casa.
Contrato seguranças pelo preço que for, para defenderem meu fraquejar.
Para lutarem contra o que sei que não devo permitir, mas se infiltra.
Ninguém mostrou que Benjamin Button era assim.
Talvez precise comprar a
História sem Fim, afinal.
Mainii
Faltam
passos para casa.
Sexta-feira, Julho 24, 2009 ...
02:19 nas planícies
Cartas não enviadas
O que será que elas sentem, dentro das gavetas, ou na pasta drafts do gmail?
Será que se sentem solitárias como seu conteúdo? Ou será que lhes basta existir, terem sido escritas para jamais serem lidas?
Eu gostaria de saber.
Ao invés de apenas fechar a gaveta.
Muitas vezes nem eu mesma tenho coragem de lançar-lhes um segundo olhar. E ali ficam, registros de algo que não deveria ter sido. Que nunca chegou a ser, e ainda assim não deveria ter sido. Não importam a ninguém, e no entanto precisam existir.
Não adiantam a ninguém, ocultas, e no entanto não podem ser vistas.
Artefatos perdidos de um culto de ninguém. Única incursão de tudo que poderia ter acontecido, mudanças latentes que lá permanecem até se perderem na bruma, no pó, no nada, na tinta descolorida.
Tamanha força, perdida em si mesma.
E continuam e continuam sendo feitas.
Acaso se orgulharão do receptáculo que são?
Mainii
Faltam
passos para casa.
Quarta-feira, Julho 22, 2009 ...
17:19 nas planícies
A adquirir com certa urgência
... o que não vai adiantar nada, demorará mesmo, mas tudo bem:
(realmente precisava, não precisava tipo Becky:)
- Hidratante Corporal
- Hidratante Facial
- Tônico Facial
- Esfoliante
- Meia-calça fio 70/80/110 (mesclada ou lisa, colorida é desejo contido pelo pouco uso futuro)
ok, essa é meio Becky
- Caderninho (tipo um primo pobre do Moleskine)
- Coraline em DVD
- Peça branca para tentar estampar (se a debaixo der certo)
- Blush de algum tipo
- Delineador (preto)
- Luvinhas sem utilidade da galeria Ouro Fino
- Chaveiro (qualquer um)
- Novas peças de soutien (impossível)
- Tiarinha grossa
... fora as coisas de sempre (as precisáveis tipo Becky), como livros, bolsa da Mele (vou chorar o dia que tiver uma), dvds diversos, blusas, hqs, presilhas, sabonete líquido da coleção do beijo do boticário (o melhor perfume do mundo), Sittar (o perfume indiano mais legal que eu já vi), café moccha branco (não tinha no Starbucks o dia que eu fui e fiquei totalmente frustrada), almofada de gatinho da Imaginarium, etc etc etc - vulgo
"desejos consumistas inofensivos".
Aiai.
Mainii
Faltam
passos para casa.
Terça-feira, Julho 14, 2009 ...
00:25 nas planícies
A Dream of a thousand cats
Desisti das abelhinhas, nem sei costurar mesmo.
De qualquer forma, vai ser muito mais legal e minha cara.
Amanhã vou atrás de caneta e acripuff, brincar de customizar.
Não sei se vai dar certo, mas parece divertido!
Senão vai ficar encostada mesmo...
Mainii
Faltam
passos para casa.
Sábado, Julho 11, 2009 ...
22:12 nas planícies
Cinema, Livros & Blábláblá
Sumi, como de praxe. E voltei, como de costume. À parte de lerem ou não, sou incapaz de abandonar aqui. O engraçado é que antes eu era bem mais despudorada com meus textos, espalhava-os a todo lugar - seria eu uma mãe ingrata que tornou-se zelosa? Ou é o velho complexo de Benjamin Button de novo. O que importa é que ando segurando, contendo, a ponto de redigir e então apagar, guardando lá no fundo. Avara? Não sei dizer. Mas agora quero escrever, e nem é sobre isso ao certo. Vai ver eu goste do blog pela incerteza quanto ao público. E não é a mesma coisa que registro em papel, do qual eventualmente não abro mão. Bem, isso não importa tanto assim...
Acordei em julho, friozinho na janela, e pensei que ia gostar muito de fondue. Encontrei uma panela (duas aliás, lacradas, mas eu jurava que eram três) no armário e, estripulias à parte, consegui pegar as caixas. Mas quem disse que tinha instruções? Embora tenha tido sagacidade o bastante para deduzir a montagem do aparelho (exercito a habilidade desde criança, quando montava mechas japoneses a olho nu, pois as instruções eram em katakana!), não teve cristo que me fizesse chegar num acordo sobre como acender (ao certo) o fogareiro. Vergonhoso, mas nada temam, google é meu pastor e nada me faltará. Juntando
aqui com aqui, cheguei num acordo preciso sobre o que fazer. Na teoria, mas se o Sheldon aprendeu a nadar pela internet, isso é fichinha.
The Big Bang Theory, às vezes, ao invés de me fazer rir me deixa meio... afundada na poltrona, digamos, com os paralelos reais. E antes isso do que detonar a casa (ou a culinária), certo? Mas que fico impressionada de achar
tudo no google, até fico. E besta de não ter
instruções no aparelho também. Qualé, ensinam como
LAVAR A PANELA (sério) e não mencionam o funcionamento? Enfim... fondue é um treco bem pouco prático, eu sei, mas a idéia da coisa me atrai.
Outro dia me deu loucura de livros. Meus delírios de consumo de Becky Bloom são esporádicos e, vale dizer, não se aplicam à roupas. Mas na livraria é que encontro minha perdição. Sei que pela internet é mais barato quase sempre, mas nada é a mesma coisa que caminhar entre as prateleiras, tocar as páginas, ler as orelhas, e encontrar livros que você nem estava procurando. Pra específicos nem tanto, mas para o dia foi bem legal (creio que me preparo psicologica e inconscientemente para essas coisas, ou não). Encontrei pérolas como o livro do
Oyster Boy em português, mas não trouxe. Vieram comigo três outros. Comprei um livro da Tess Gerritsen (
O Jardim de Ossos) que, vale dizer, me deixou desgostosa de chorar. Que enredo fraco, que montagem pífia, que linguagem barata. Nem guia-dos-curiosos serviu. Não recomendo a ninguém. Mas era um livro que eu
teria que ler; pois vivia pensando nele desde que quase o comprei no dia das mães. A premissa era bem boa, mas ela não soube desenvolver... não é para todos. Pelo menos, fechei o ciclo mental.
Comprei também
Coração de Tinta, que ainda não li mas tenho certeza que vou gostar. É muito a minha cara, afirmo desde já. Nem me envergonho de ler infanto-juvenil até hoje. Literatura mágica sempre tem um cantinho no meu coração. E parece tipicamente fofo demais. Ainda hei de comprar
A História sem Fim para mim, que só ler não dá. Tem que ter.
E o terceiro foi
Crisis, do querido Robin Cook. Ainda tem o Jack Stapleton e a Laurie de novo! Estou lendo este, mas duvido que seja ruim. E afora que preciso ler ao lado do dicionário (para traduzir jargão médico e forense, de chata que sou - funciona na marra sem), estou impressionada de avançar bem mais depressa do que eu mesma supunha que iria. Anos de FFLCH me treinaram no instrumental e eu nem sabia! Mas uma coisa é certa, eu compreendo tudo em outras línguas, mas flui bem melhor em português (bem traduzido).
Logo mais estarei órfã de novo, e não quero nem pensar. Não mesmo.
Ah, andei alugando filmes também.
Finalmente vi
Quem quer ser um milionário? e, embora tenha achado bom, talvez pelo hype todo que teve, achei que faltou algo. Ou não era nada tão demais, assim. Já comentei d'
O Lutador também, né? Esse era ótimo, e fiquei triste depois que acabou mesmo sabendo o final de antemão. Assisti
Passageiros e foi um dos PIORES filmes que já entraram no meu dvd, nunca define para que lado vai e a conclusão é totalmente porca e insatisfatória, pra não mencionar que não tem nada a ver com o restante - aprendam, diretores, final "surpresa" NÃO salva filme e só é bom quando faz sentido dentro da trama. Até que
O Casamento de Rachel seja visto, vou continuar achando que Hathaway é só princesinha.
Aluguei
Círculo do Pânico e achei que faltou um desenvolvimento um pouco melhor do terceiro ato, mas pelo menos os personagens eram mais críveis, o relacionamento do Mason com a Amber também. Só ficou aquela sensação de algo pendente.
Dúvida é muito bom, mas é filme de atuação, se não estiver no clima, esqueça.
O horrendo da vez foi
Autópsia de um Crime, que eu já esperava ruim e me surpreendeu sendo PIOR. É sobre um bando de legistas, mas... é horrendo! Desconsiderando a implausibilidade (desde quando poderiam autopsiar corpos e ninguém notar?), possui vários furos em sua própria lógica interna. Nunca chega num acordo sobre o personagem principal (pra mim é o Jess de Gilmore Girls), é difícil torcer por ele ou entender suas motivações, e até no quesito "mortes bizarras" perde feio, pois nunca explicita as técnicas esdrúxulas e inimagináveis utilizadas pelos protagonistas. E como o cara sobreviveu? E pior ainda, porque o secundário jamais citado de novo topou se meter no rol de atrocidades no final do filme? Puta que pariu, filmeco desgraçado é pouco.
Transformers 2 vi no cinema, e tem tanto enredo quanto o 1 (já esperado). Personagens carismáticos seguram a projeção, mas faltou um clímax decente perto do final.
Ainda vi mais tantas outras coisas, mas estou com preguiça de me lembrar (o que aluguei junto com
Dúvida???). Sinal que não foram tão marcantes assim. Ou que eu estou preguiçosa mesmo...
Bom que guarda assunto para outro frenesi literário destes. Né?
Mai quer assistir UP!, da Pixar, e provavelmente verá Harry Potter 6 mesmo sabendo que deve ser fraco, dada a falta de enredo filmável.
Mainii
Faltam
passos para casa.