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Segunda-feira, Junho 30, 2008 - [
21:27 ]
O som da sua alma
Você já ouviu falar de
Transitforum Austria-Tirol? Esse é o primeiro cd da banda. Eu chutaria que fazem um som totalmente alternativo, voltado grandemente para o rock. Nada de alternativo-indie, é alternativo ROCK EXPERIMENTAL QUE NINGUÉM QUER o que esse pessoal aí faz. Pessoas questionadas classificaram também como "post-rock" ou "algo tipo radiohead".
Essa é a minha banda. O som da minha alma.
É só uma brincadeirinha de internet - de
fotolog, pra ser mais exata - mas eu achei incrivelmente divertido. Faça você também!
Como brincar:
1) Nome da Banda - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) Nome do Single - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) Capa - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
Qual o som da sua alma? =D
Eu descobri que montar essas capas eh divertido; escolhi a fonte pensando no nome e
principalmente na relação com a ilustração. Quer dizer, se a brincadeira sugerisse a segunda foto, meu Transitforum seria uma banda de punk-rock nervoso. Não é curioso como as coisas são assim?
Olha só, mais gente brincou e eu editei as capas também: o
Creidhne, banda que eu ouviria com certeza, porque são um som indie-fofo totalmente Belle & Sebastian, e o
Bara Venecija, que tem cara de banda não, é um cara só que faz música étnica, assim tipo pop new age (e não me dá vontade de escutar...). Não sei, você discorda de alguma destas impressões?
Mas é legal jogar. Juro!
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Domingo, Junho 29, 2008 - [
19:50 ]
Folha de rascunhos #21
Olha, tem uma teia ali, bem no alto da estante. Uma teia bem fininha, e onde será que está a aranha? A dona aranha subiu pela parede e veio a chuva forte e a derrubou, será que vai me derrubar também? Que de repente eu também sou aranha, pelo menos nome de aranha eu já tenho, Charlotte, Charlotte que nem aquela aranha da menina e o porquinho, nossa, eu gostava tanto desse desenho, perdi a conta de quantas vezes assisti aquela cópia pirata lá na casa velha, aquela cópia tão mal feita que o começo todo tremia e chuviscava, e subia aquela faixa cortando a imagem no meio pela tela, chuviscava mais do que lá fora quando não tinha sol mas eu gostava, e tinha a aranha. Lotte, Charlotte. Até que era bom ser aranha, ter oito patas e poder fazer várias coisas ao mesmo tempo; ter mais força para segurar bem perto as coisas que não quero que se afastem, segurar bem apertado para não deixá-las escapar, de repente até envolver com o fio da teia cuidadosamente trabalhado, se fosse aranha eu saberia tricotar. Mãezinha tentou me ensinar, coitada, mas nunca aprendi, e se tivesse aprendido? Seria ainda mais aranha do que Charlotte já sou, e será que adiantaria alguma coisa? De repente se eu era aranha eu não deixava você escapar, que você se perdia no labirinto das teias assim como eu me perco na espiral estranha que sai daquele cigarro de menta que você gosta, cigarrinho de papel preto com gosto de cravo. Quanto tempo faz que você foi embora dessa vez? Eu não sei, parece muito, mas acho que todas as vezes me parece tempo demais desde que você me chamou 'Lotte, Lotte', só você consegue fazer 'Lotte' parecer uma coisa bonita, não me faz pensar em uma parte de terra toda cercada de arame farpado assim. Terra, chuvisco, chuva. A terra molhou com a chuva, será que é por isso que a dona aranha sobreviveu e continua a subir ela é teimosa e desobediente sobe sobe sobe... e será que é por isso que eu sempre fico assim esperando sem arredar pé, por que sou aranha também? Fico aqui, aranha-penélope-charlotte, tricotando sem parar as horas enquanto espero pra ver se você volta, que você sempre volta, e eu espero espero espero... espero você voltar, pra depois esquecer de novo de contar que não quero que você vá, você sempre vai, e eu não posso dizer nada ou você não vai voltar; eu queria mas não consigo te prender aqui. E será que precisava também? Porque você sempre volta, sempre segue o fio de seda pelo labirinto e encontra o caminho, acho que essa história não era de aranha mas e daí, Anansi é o deus-aranha e todas as histórias são dele então essa é de aranha também, e eu sou aranha mas não daquelas que matam depois e ficam sozinhas, não dessas, sou outra, ou pelo menos acho. Pelo menos queria ser, nome já tenho e aí, deve ser alguma coisa. Mãezinha me disse uma vez, tinha que descobrir pra escola, que meu nome era Charlotte que significava 'forte', e forte eu devo ser mesmo, aranhas são fortes também; a teia aguenta o peso delas e depois mais e mais e mais. É legal aranha chamar Charlotte, e é legal que eu seja Charlotte também, Lotte Lotte, Lotte Charlotte. E a teia ainda está ali, mas está difícil de ver porque está ficando escuro. Devia ligar o abajur, mas a teia está lá no alto e não vai adiantar, acho que vou pegar e riscar um cigarro daqueles, pra esfumaçar tudo que eu gosto bastante assim, você que me fez gostar. Está ficando frio, está me dando sono, acho que vou dormir aqui mesmo, que é mais fácil de escutar se a porta abrir quando você vier, e de qualquer forma você gosta mais de ficar aqui comigo do que em qualquer outro lugar, sempre acabo acordando no tapete nesses dias e fico feliz, vou esperar. Que você pega e volta, você sempre volta, que eu penso que não mas eu continuo sendo aranha e esse fio parece fino mas consegue te pegar e te trazer de volta aqui, sempre sempre sempre, não é? Eu sei que sim. Porque não pode ser de outro jeito. Acho que vou tomar mais um pouco de vinho. Eu sei eu sei eu sei. E já passou a chuva, o sol já vai surgindo, e a dona aranha... passos na escada. Ah meu Deus, será será? Eu ia dormir mas... Lotte, calma, menina, não pode parecer assim, vai botar tudo a perder. Nada, nada de olhar pra trás, êê menina que parece que não sabe. Passos, passos, cada vez mais altos, hum.
Mai acabou batizando-a de 'Charlotte'
mesmo. A versão original tinha 19 anos em algum lugar e era mais bobinha, desgostei porque ela não poderia ser assim, ficou deste jeito, parece mais com o que deveria (eu acho). 'Delilah' fica pra outra vez, ela tem uma outra maneira de ver tudo.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Sexta-feira, Junho 27, 2008 - [
21:32 ]
Folha de rascunhos #23
A consciência chegou devagar, e ainda assim parecia faltar-lhe metade do corpo. Como o gato de Alice, chegara primeiro o sorriso, um flutuante sorriso sem gato, incompreensível ao primeiro olhar. Sentia-se acordada apenas o bastante para compreender que se sentia perdida. Aonde ela estava, mesmo? Não sabia. Esticou o braço, sentindo na pele o que a rodeava. Pano. Cobertor. Estava deitada, bom. E, subitamente, o nada; a mão sequer se manteve suspensa um segundo antes de desabar. Borda. Como a de um precipício.
Abriu os olhos, devagar. Quase que temerosa de enxergar. Estava escuro. Janela. E dela se avistava o topo de diversos prédios, iluminados artificialmente. Noite. Já era noite, ou ainda era noite? Não sabia dizer. Pensou em procurar as horas no celular, desistiu. Voltou sua atenção para a mão caída. Ela parecia alaranjada, ali estendida sobre o tapete. Por quê? Ah, era o abajur. Havia ficado aceso, e dava essa impressão às cores. Não tinha abajur no quarto, tinha? Não. Tinha dormido na sala. Por que mesmo?
Os olhos captaram uma espiral de fumaça que se elevava quase desvanecendo da mesinha ao lado, a mesma aonde estava o abajur. Tentou estrangular o sorriso, mas ele conseguiu escapar meio de lado. Ah, é mesmo. Moveu-se, ainda deitada, esticando-se toda para alcançar o resto do cigarro, e levou-o aos lábios. Cigarro de menta. Enrolado em papel preto. Começou a cantar baixinho, para si mesma,
'they tried to make me go to rehab, but i say no, no, no...', enquanto o encostava de leve nos lábios entreabertos. Se divertia.
Sentou-se, então. O cobertor caiu, derrubou alguma coisa. Copos. Estavam no chão. Vazios, mas que sorte (ela odiava limpar tapetes). Sabia que estava sozinha, mas olhou ao redor assim mesmo. A poltrona estava torta, provavelmente havia dormido por ali - ela não se lembrava. Foi ajeitá-la, encontrou a manta (aquela manta de crochê que havia sido de mãezinha) meio escondida debaixo do móvel. Caído, com certeza. Ia colocá-la de volta no lugar, pensando em como era forte aquele perfume que não era o dela (e por que será que gostavam marcante assim?), mudou de idéia, levou pro sofá, enrolou-se nela. Perguntou-se há quanto tempo será que havia ido embora. Não muito, talvez, devido ao cigarro. Não havia bilhetes, notas, nada. Nunca havia.
Bolsa. Celular. Era noite ainda, afinal. Não havia dormido, praticamente. Como sempre. Nenhuma chamada perdida. Nenhuma mensagem. Foi colocar o aparelho na mesinha, e encontrou a embalagem dos cigarros por ali. Estranho, nunca se separava dela, nunca lhe deixava nada. Quando foi que aquilo começara? Ou será que não começara? Não poderiam ser dela, parte de todo aquele cenário que armava. Poderiam? Ah, não. Vai ver é porque ia voltar. Logo, pra variar. Sorriu.
Foi devagar até o quarto, cama feita; ligou o computador. Acionou a playlist, e que música era aquela meu Deus? Ela nem gostava. Ah, é verdade. Era porque tinha dito que tentava fazer aquela voz parecida, é verdade. Sorriu, abriu a caixa de email, nada. Entrou em outros lugares - ToriLover offline. Desligou tudo, voltou para a sala, apanhou o cobertor esquecido e se cobriu com ele no sofá, ainda de manta. Acendeu um dos cigarros do maço, eles deixavam sua boca com sabor de cravo, que estranho que era, não eram de menta? Tragou uma vez e deixou no cinzeiro. A fumaça turvava a visão, gostava. E deixou a mente divagar.
Era difícil sair de um problema sem admitir que havia um. Mas e se ela simplesmente não quisesse? Vai ver, ela gostava era de ficar assim.
'He's tried to make me go to rehab, but i won't go, go, go', cantarolou e riu pra si mesma. E foi esperar. E esperar e esperar; esperar também o sol nascer, e a consciência brotar (mas isso ela nem sabia - se soubesse, talvez tentasse evitar).
Mai ressalta que nenhuma semelhança existe, sequer como mera coincidência.
...é só a vontade de postar à toa, assim. Gosto dessa menina. Acho que vou chamar de 'Charlotte'. Ou 'Delilah'.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Quarta-feira, Junho 25, 2008 - [
19:50 ]
Sobre o frio
Eu sempre adorei tempo frio. Sempre, sempre, sempre.
Andar pela rua com o vento cortante raspando as bochechas, a rua está sempre vazia nos dias frios, já perceberam? Vestir cachecol, observar tudo com o céu mais escuro e cinza. Anoitece mais rápido e clareia mais devagar, melhor ainda para quem já adora o frio e o escuro. Há menos cores talvez, mas eu gosto assim. Nada contra os botões em flores contrastantes, mas
"quem pediu à primavera sua monarquia silenciosa?"
E gosto de ficar ao ar livre no frio também. Toda enrolada como uma panqueca; ficando quentinha cercada pelo vento enregelante de sempre. E gosto de ficar aquecida dentro dos locais também, enquanto lá fora faz frio, especialmente se for perto da janela (só gosto menos do que me expor às temperaturas baixas).
O tempo frio me faz bem, e ninguém tem nada com isso.
O texto era melhor na minha mente, mas fiquei com preguiça de traduzir isso ao palpável e dó demais de apagar a idéia. Tá aqui então.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Segunda-feira, Junho 23, 2008 - [
18:06 ]
"Oh, my darling, oh, my darling
Oh, my darling Clementine
You are lost and gone forever
Dreadful sorry, Clementine."
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Quinta-feira, Junho 19, 2008 - [
22:15 ]
Era uma manhã como outra qualquer, exceto pelo fato de que, naquela, ela percebeu. Não desconfiou do que a ameaçava quando abriu os olhos e foi ferver água para o café, e a barra de chocolate que abriu para acompanhar lhe pareceu totalmente familiar. As lajotas da cozinha, o olhar fixo no pequeno rasgo que fizera na toalha ao se distrair cortando o pão uma manhã qualquer; tudo lhe parecia completamente
normal.
Não havia indícios visíveis, mas aconteceu. Estava quase acabando seu chocolate, tentando criar mosaicos nos azulejos da cozinha na esperança de se distrair sua mente do incrível peso na consciência pela quantidade imensa de calorias inúteis que estava colocando (novamente) para dentro de seu corpo assim tão a seco quando percebeu. Foi assim, sem motivo aparente. Ela só conseguiu, de repente, enxergar. Havia alguma coisa muito, muito errada, e todas as desculpas que ela havia cuidadosamente construído e decorado com o passar do tempo para não se magoar de repente lhe apareceram exatamente como o que eram -
desculpas. Sem flores, sem máscaras. Desculpas, desculpas, desculpas que ela mesma inventara.
Se contraiu de horror ante a descoberta e tentou desesperadamente ignorar a percepção que tanto lhe dava medo, fingindo que nunca havia visto nada e tudo continuava completamente igual, sem mudar nada. Olhou para o pacote de pão de forma meio comido, ela ainda fechava o arame do mesmo jeito de quando tinha sete anos e acreditava que dar menos do que todas as voltas disponíveis era heresia e faria a comida se estragar, tudo igual, não mudara, não mudara nada.
Mas mudara. E, por mais que estivesse tentando, não conseguiu ignorar a extensão do problema. Viu-o todo, em panorâmica, e não conseguiu energias para analisá-lo de outro ângulo. Não havia o que fazer. A droga do elefante estava mesmo na loja de Cristais, e já arrebentara bem mais do que uma prateleira no afã de escapar.
Sentiu-se triste, vazia, e com vontade de comer o resto todo do pão de forma inteiro, caso conseguisse energia suficiente para tanto. Forçando-se a olhar para o problema, finalmente, ela sabia. Havia ignorado solenemente uma porção de crenças e flexibilizado seus princípios, mas não adiantara. Ela sabia desde o início que esta era uma manobra suicida, mas tentara assim mesmo - qual a surpresa então porque havia falhado, afinal?
Nunca havia funcionado quando fizera de outra maneira, e analisando os machucados restantes ela percebeu que não deveria ter ignorado suas percepções iniciais e acreditado que poderia conviver com aquilo de alguma outra forma. Onde aquilo lhe levara? À cozinha, sozinha, encarando sem vida a fruteira vazia e se perguntando por que não podia pelo menos ter o benefício de perguntar "aonde foi que eu errei", chorando de forma dramática, como a heroína daqueles livros horríveis que nunca lia mas conhecia bem. Ela não podia. Não tinha o benefício da dúvida, pois ela sabia exatamente aonde errara.
E ela percebeu, naquela manhã que tinha começado tão igual a todas as outras ( mas tão igual a sempre que ela nem percebia mais que talvez não houvesse sido uma questão de escolha), que não adiantava
esperar. Simplesmente, não adiantava esperar, porque ela não ia ganhar o que queria. Não importava o que fizesse, ela não iria. Teria de pegá-lo ela mesma, como sempre - o que queria dizer que seria apenas mais outra manobra de contenção de danos, assim como todas aquelas desculpas e todas as vezes em que tentou esconder de si mesma que era ela quem havia feito o que precisava, e não ganho, como deveria ter sido.
A tristeza daquele momento arrasou-a. Precisava levantar dali e fazer alguma coisa, porque ninguém mais faria. Precisava era voltar ao que sempre fora e acreditava. Só ela podia fazê-lo, ela sabia. E ela precisava.
Mas não conseguiu se mover.
E o relógio continuou a caminhar implacavelmente seus ponteiros, até o escurecer.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Sexta-feira, Junho 13, 2008 - [
18:26 ]
13thFriday asks for Mr. Hyde
E o filme do
Incrível Hulk, versão
teen, cool & descolada (pra não mencionar 'cheia de porrada') do
Médico e o Monstro, estreou hoje também.
Coincidência?
Pode apostar.
Só achei uma coisa tão inútil e relacionada que
precisava comentar.
E falando nisso, você pode sentar aqui comigo e me explicar pacientemente por três horas, com desenho e tudo, como diabos
Hulk-esmaga-homenzinhos é capaz de fazer parte da equipe dos
Vingadores, mesmo em teoria sendo somente uma explosão enfurecida que gera uma pilha irracional de força e adrenalina, que eu vou continuar não entendendo.
Mai-chan quer que o Dark Knight estréie logo porque, apesar de nunca ter visto muita graça na DC, quer ver o Coringa da 'Piada Mortal' rir de maneira demente através do Ledger.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Quinta-feira, Junho 12, 2008 - [
01:26 ]
Decididamente, esse é o
pior e mais estranho dia dos namorados de todos.
E não estou falando de birrinha porque não tenho namorado. Mesmo porque, o melhor dia 12 que eu já tive foi quando troquei presentes com a Diana, que estava igualmente sem namorado na ocasião.
Falando muito sério.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Quarta-feira, Junho 11, 2008 - [
19:51 ]
Da arte de dar presentes
(ou 'porque amanhã é dia doze, e me pus especulante como o diabo')
Ok, isso vai soar muito, muito esquisito - talvez até mesmo meio imbecil - mas a verdade é: eu gosto de
dar presentes.
Não quero com isso dizer que eu não goste de receber (muito pelo contrário!), ou ignorar solenemente o sorriso de gato-de-chesire que costuma ficar estampado na minha cara o dia todo quando alguém me presenteia - principalmente de forma inesperada. Eu adoro! Mas eu também gosto, eu
realmente gosto de
dar presentes.
De estar passando os olhos à toa e de repente vir aquele tremor, aquele estalo, aquela palpitação enquanto coloco a mão no objeto que de repente me chamou a atenção, pensando:
"meu Deus, ele realmente iria gostar disso" (ou
i hope so). Ou da vontade de entregar um mimo que simplesmente me faz ficar passeando em busca de alguma coisa que ache bastante legal. De repensar, comparar, procurar, ver qual se ajusta melhor. E personalizar. Adoro personalizar coisas; deixar alguma coisinha diferente para não ter outra igual. Um toque especial. Um pedacinho de coração junto do resto, sabe como é?
E estender a frescurada pra embalagem também; porque presente você começa a apreciar de fora, e a apresentação da peça é fundamental. Escolher o pacote, a estampa, a diagramação. A cor da fita, o jeito de amarrar. Ver a idéia se desabrochar em toda a sua plenitude.
E entregar, esperando ver se o esforço todo produziu um sorriso. Que fez o destinatário ficar contente e se sentir querido e especial. Que, no final, todo o restante era apenas um prelúdio para esse grande espetáculo. É que quando o carinho fica grande demais para caber dentro de você, ele pega e derrama e aí... e aí, ele se materializa.
Quase ninguém repara nessa frescura toda, eu sei, mas é assim que funciona. Pelo menos nos que entrego.
Realmente, eu gosto de dar presentes. Chego a arriscar que sinto falta disso.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Domingo, Junho 08, 2008 - [
18:22 ]
Sobre divagações pseudo-literárias
O grande problema desse livro aqui, que fica contando a história com quatro focos diferentes, é que eu já simpatizei
tanto com uma das mulheres que cada vez que o capítulo seguinte é sobre alguma das outras personagens me dá uma vontade incrível de pular sem nem ver de que se trata só pra procurar o próximo aonde ela volte a ser a protagonista. Nesse ponto, os livros que já foram lidos são muito mais práticos e divertidos, porque com eles não tenho o menor pudor em fazer exatamente isto.
E o mais engraçado é que, quando li a sinopse, achava demais que ia simpatizar mais é com a amiga dela... quer dizer, normalmente eu sou muito boa nisso de adivinhar quem vai ser o eleito da vez. Errei desta; pra aprender a parar de ser convencida. Só pode.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Sexta-feira, Junho 06, 2008 - [
16:58 ]
Daí que hoje acabou mais uma série de encadernados, e então eu fui fazer meu ritual mágico de
reorganizar a prateleira de mangás. Eu sei que
Karekano acabou não faz tempo nenhum, mas hoje foi mais divertido de ajustar na estante.
E eu estava lá, ajustando de maneira a enquadrar os tamanhos e deixar as lombadas mais bonitas esteticamente, quando me deu o
estalo: eu
gosto da minha coleção.
Não é que eu não soubesse, se não gostasse eu provavelmente nem os teria todos, mas... eu nunca tinha pensado, até então, que eu gosto um bocado de ter como acervo, de mexer, não é só catar e ler pá-pum, manda pra reciclagem. Vai ver é por isso que eu sou tão chata e metódica de querer acompanhar as séries certinho depois que começo, e mesmo as que eu começo a desgostar horrores
(tipo a porcaria do Fushigi Yuugi) eu, pelo menos, costumo concluir o
arco.Encurto a série, digamos assim. Pra ficar bonita na estante e quando for remexer. Auto-contida, sem dever nada.
Gosto de olhar, reler, mexer, lembrar os laços de carinho (ou não) que tenho com a história, o enredo... tocar, abrir aquele volume aleatório ou mesmo saber que está ali pra quando eu quiser. Super pouco moderna, me seduzo toda com coisas palpáveis. Eu me entendo com bytes perdidos e fictícios, mas meu amor mesmo são as coisas tangíveis.
Eu não estou mais órfã (weee), eu não compro qualquer coisa, eu seleciono direitinho, mas... sabe que eu nunca tinha pensado nisso até então?
Tem gente que coleciona selos. Video-games. Jogos. Bebidas.
E eu coleciono mangás que eu gosto (e lembranças, mas deixe essa divagação para depois).
Livros, eu tenho um monte. Mas não são... uma coleção.
Sei lá. Ainda fico assombrada quando me dá estalos com coisas ridículas destas.
Gosto da coleção. Heh.
Será que
Wanted! vai demorar muito?
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Segunda-feira, Junho 02, 2008 - [
14:22 ]
O dia mais deprimente de toda a minha vida; porque basicamente eu estou sendo expressa por uma
letra de boyband.
E isso porque não pude encontrar nada que se ajustasse melhor.
Eu tentei.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.