Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Ela não conseguia falar supercalifragilistic-expialidocius.
Os lábios grudavam, ela não conseguia falar.
A menina que não sabia como não se importar.
E odiava isso.
E desejava mudar. E desejava desejava desejava.
Até o sol se pôr.
Mainii leaves at 21:09
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Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008
Na estante
As últimas coisas que li foram todas do Neil Gaiman (aquelas compradas mais ou menos em novembro). Não gostei de absolutamente tudo que ele escreveu, mas o legal é que também não desgostei completamente de nada. Sabe como é?
É que mesmo as coisas que eu não gosto muito no cômputo geral possuem, em sua formação, pelo menos um momento de imensa inspiração, um desses que eu leio e acho excepcional, que me coloca um sorriso no rosto ou uma pulsação esquisita. E esses momentos proporcionam não a adoração total, mas algo como um equilíbrio com o restante. Noves fora, fica igual, digamos assim.
Eu não gostei d'Os filhos de Anansi, apesar de ter rido um bocado e ter encontrado diversos trechos desses que eu anoto em um caderno mental de excertos - trechos como o que diz que Anansi era um homem, e era também uma aranha... mas ele nunca mudava de forma; tudo dependia apenas do jeito que você olhava ou contava a história. Oun!
Terminada a leitura, eu concordei horrores com o prêmio que o livro perdeu pro guia de sobrevivência aos mortos-vivos (ou coisa que o valha).
Por outro lado, Neverwhere ("Lugar Nenhum", na ótima tradução brasileira - eu só prefiro a sonoridade original) me deixou apaixonada. A trama é bonitinha, a Londres-de-baixo é super bem construída, plausível em sua proposta de "wonderland" e me deixa cheia de vontade de visitá-la e há toda uma galeria de personagens pra lá de carismáticos.
Gostei de todos, mas nenhum deles ganha do Marquês de Carabás, cuja falta de acento é um mistério para mim. Estou gamada por ele. Adorei desde a aparição, e só fui gostando dele mais e mais no correr do enredo. O engraçado é que não consigo imaginá-lo sem um rabo de cavalo, chapéu tipo mosqueteiro, punhos de renda, capa vermelha e botas pretas de cano alto. Além disso, sempre com aquele sorriso de pensador da meia-noite, meio boêmio, que não é o príncipe encantado mas um primo meio delinquente dele, inocentemente delinquente. E o jeito de gato, quase antropomórfico. Ah, o jeito de gato!
Não importam as indicações descritivas que guiavam para outro lado, eu simplesmente só conseguia imaginá-lo assim. Eu bem que gostaria de encontrar com ele na rua. Engraçado, não é? Nunca me acontecem coisas assim, mas lendo Neverwhere eu adquiri sei lá de onde imagens mentais muito, muito fortes. O anjo Islington é descrito claramente como clássico, loiro e pálido e benevolente, mas... eu só conseguia imaginá-lo como um negro alto e complacente, quase como o Ciborgue dos Titãs (sem as partes metálicas, claro), caminhando em sua túnica alva. Vai entender! A Hunter era quase uma pantera, mas tanto ela quanto a Door eram mais sugestões do que afirmações em meu imaginário.
A trama é bem feitinha e não deixa pontas soltas, só aquele gostinho de "queria mais", aquela vontade de ver o que mais está acontecendo na Londres-de-baixo depois de tudo... aiai. Claro que, se você tem algum problema com coisas tipo Lewis Carroll, vai achar 25 pontas soltas, mas eu não. Tem coisa que é o que é, oras! (e vá ler o livro antes de reclamar que é uma solução simplista).
Gaiman continua sendo cartão de visitas pra mim, e continuo indo atrás de Deuses Americanos.
Acho que preciso ver Mirror Mask, onde será que tem?
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SWEENEY AGAIN
Só pra mencionar, Depp perdeu mesmo - como eu previa.
E eu encontrei por aí o Sweeney Todd in concert, que é bem melhor do que a versão da Broadway, mas mesmo assim, ainda prefiro a versão do Tim Burton. O Todd desse show não tem um figurino ou uma expressividade tão grande - o do Depp parece bem mais amargo e severo, enquanto esse só tem arroubos bem mais exacerbados de cólera. Por outro lado, a Mrs. Lovett da Patti LuPone não é engraçada - graças a Deus - , só é completamente insana, psicótica e psicopata. Funciona bem, mas eu ainda sou mais a da Helena Bonham Carter, que mescla doçura e alguma "humanidade" com todo o amargor, tristeza e instintos negros. Mas que a Patti canta melhor, ah, isso canta.
Mainii leaves at 21:14
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
Not ok.
Aiai. Tantas mil coisas pra fazer, e daí... daí... TT___TT ...
Viajar amanhã... SEXTA-FEIRA? SEXTA? OUCH .__,' .
Mas que mais se pode fazer? Vai dar certo, de alguma forma. Sei que vai... (ou eu poderia só fechar tudo, mas... bláááá).
Mainii leaves at 05:02
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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
Sweeney Todd ~ he never forgot, and he never forgave
Eu vi, eu adorei, eu achei lindo, me dá.
Eu adoro a interpretação do Tim Burton. Nunca entendi direito pq raios as pessoas da Broadway achavam que a lenda urbana do barbeiro assassino daria uma excelente comédia, e não um drama como de fato é. A Mrs. Lovett da Helena Bonham Carter é linda. Ela é, de certa forma, tão humana... e além disso, ela realmente me convence como uma mulher que está vendendo torta recheada de gente, ao contrário das quituteiras bonachonas e felizes do espetáculo. Aliás, nossa, a Mrs. Lovett original me dá uma raiva impressionante. É o jeito que construíram a personagem, com aquela veia pretensamente cômica. Eu sou bem mais a senhorita do Burton, tão mais negra, perdida, e humana.
O Sweeney Todd também, sem comentários, ele realmente me convence como um cara amargurado e cheio de ódio, e mesmo assim tão... tão sofrido, que fica quase cândido. E a interpretação do Depp nas mil cancções lá não é profissional, mas ficou super legal com toda a emoção que ele coloca na voz. Ele realmente me parece um barbeiro demoníaco, o da peça não muito. Acho que é o jeito que a Broadway constrói a narrativa.
Sou bem mais o jeito do Tim Burton, onde tudo é negro, sofrido, sem cores e no final se fecha em uma espiral de ódio que se consome sozinha, a si mesma; é triste mas condizente. com a história de todos os personagens. Até quando Mrs. Lovett delira sobre a praia fica uma gracinha, eles simplesmente não se encaixam ali - não tem salvação, não tem jeito. Que bonito. Ele foi bem condizente com essa idéia de acreditar que é uma tragédia, tanto que decepou metade da God, that's Good, tirando toda a veia metida a engraçadinha que tinha no original. E eu gostei horrores disso.
E eu particularmente ODIEI aquela música do "i seeee yooouuuu johaaaannaaaaaaaa", queria muito entender porque é a favorita de todo mundo.
E o final tem uma construção muito legal e climática. E edição de som linda.
Fazia tempo que eu não via um musical tão legal. Aliás, apesar dos personagens serem todos incapazes de se expressarem sem acordes acompanhando, eu não senti vontade de socá-los para que parassem com a cantoria no meio da projeção (a não ser a canção cantada pela Johanna, que era uma desgraça. Que sorte que Tim Burton cortou quase tudo dela), o que é louvável. O Fantasma da Ópera eu fiquei de saco cheio em certas partes, e olha que gostei do filme. Nesse, não.
Me spoilaram do final, mas posso sobreviver. Só fiquei triste pq, de verdade, isso fez a construção do meu clímax cair pela metade e eu fiquei muuito, muuuito triste com isso ¬¬* enfim.
Não acho que o Depp vai levar o oscar, mas a indicação valeu, sério. Vou torcer anyway...
Mainii leaves at 21:22
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Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008
Eu abri o webmail hoje.
Eu vi a nota de Teoria.
Eu estou pasma até agora.
Caraca, como foi que eu consegui tirar NOVE?? Nove com o Grespan?
Mas é uma pasmaceira da boa.
Mainii leaves at 15:35
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Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Eu amo a madrugada. Eu amo sair na rua de madrugada. Eu amo percorrer calçadas de madrugada.
Eu amo São Paulo.
Eu amo sair de casa correndo para, no final, acabar comendo panqueca e falar, falar, falar.
Coisinhas que me enchem o coração, de verdade.
Só que sábado eu vou lá ver Sweeney Todd nem que seja SOZINHA! xD
E o único problema de sobrepor um vício no outro é quando os dois acabam se tornando perigosos. Eu tinha uma coisa, e achei que tinha perdido. Mas na verdade, está sempre aqui.
Mainii leaves at 00:57
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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Tem dia que sentir tristeza é desaforo, nénam?
Mainii leaves at 21:03
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Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
Hoje saiu Karekano #19.
Eu comprei, claro. Eu li, e eu chorei. E eu senti aquele baque, aquela emoção intensa, densa, pesada, dentro do peito. Aquela que me fez nem ler GodChild logo depois, porque seria heresia não desfrutar do sentimento. Ele está aqui, ainda agora (e, sim, eu leio os mangás em sequência, sôfrega, a única ocasião em que não o fiz foi quando eles me acompanhavam indo até a USP e eu tentava fazê-los durar mais, porque o trajeto era grande).
Não à toa Karekano sempre foi minha série favorita.
E faltam só dois volumes, e eu já me sinto órfã.
Não dei a mínima pro final de Harry Potter. Mas agora, antes do final, eu já me sinto órfã de Karekano. Não porque a série deixou algo a dever, mas simplesmente porque... eu gostaria que houvesse mais. Entende? Amor inconveniente, ridículo, desmedido.
Aliás, só pra constar, não dei a mínima pra nenhum lançamento que divulgaram esse ano (antigamente eu vibraria com HunterxHunter, mas a enrolação conseguiu a proeza de me fazer desistir. Foi o que deu também com Holic e Tsubasa - nem foi o preço, pasmem).
Quero ver o que vou fazer no meio do ano, quando vai acabar mais ou menos tudo que eu ainda coleciono (kaori yuki).
Lancem alguma coisa que eu queira, POR FAVOR!
(éé, consumista colecionadora maluca. Prazer)
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E, ah, Karekano. Yum.
É a séria mais bonita da prateleira, sem sombra de dúvida. Para sempre. E se alguém tocar, eu mato. Egoísta mesmo. Até do Arima eu consegui gostar, incrível... eu tenho certeza que terei de amargar a frustração de não saber o passado do Asaba e da conclusão corrida e estranha da Sakura e do Tonami, pra não mencionar que não vi NENHUM beijo entre a Tsubasa e o Kazuma (não que precisasse, porque eles são LINDOS! É só que... ah...). Mas, mesmo assim, ainda é o maior amor do mundo. Eu seeeeei, tem todos os meus amorzinhos do Clamp, mas... mas é karekano.
E eu só precisava registrar em algum lugar.
Mainii leaves at 16:46
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