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Terça-feira, Julho 01, 2008 - [
22:00 ]
Ahá, layout 21!
E ficou quase do jeito que eu queria. O único problema foi a resolução, que ficou (um pouco) mais larga do que de costume... é que, menor que isso, as frases flutuantes deixavam a imagem poluída... pra não mencionar a puta
preguiça de editar a imagem inteira de novo, que reduzir o todo não dava e, embora pareça uma edição meia boca, dá uma olhada no título das imagens pra você ter uma idéia do tempo que eu demorei e das versões que tive que testar antes de chegar a um resultado razoável... então, provavelmente, vai ficar assim mesmo. Na próxima eu volto pras versões delgadas do layout (ou quando a preguiça passar, eu pego e re-monto a imagem, criando um layout 21.1, há, eu
sempre quis fazer isso de '_.x' e nunca deu... e se eu remontar, aproveito e coloco um fundo nesse quadradinho de data, que era a idéia original mas o resto deu tanto trabalho que acabou que eu abri mão).
Eu gostava da versão anterior, embora menos que da 19, mas nem foi por isso que mudei. Eu estava navegando à toa pelo flickr (na verdade, por causa do jogo do cd!) e de repente pluft! veio esta imagem. E eu pensei na hora que queria usá-la para decorar meu cantinho. Já aprendi que quando esse tipo de coisa acontece, nem adianta eu lutar contra, então não perdi tempo e pus mãos à obra. Levou o tempo padrão de confecção, mas sabe que eu gostei do resultado final? E eu gosto bastante de mudar a cara disso aqui de vez em quando (mesmo que ninguém veja).
Fazia muuito tempo que eu não usava preto como base, gostei! Só me dá uma certa sensação de dejá-vù porque, assim, essas foram as cores que eu usei na versão 11 também, com a Dark Chii... mas o engraçado é que não foi de
propósito: essas cores eu defini certinho com a paleta da foto! Ah, vai ver era pra ser assim. E qual o problema com a nostalgia, também? Não é?
Ah, eu me divirto com bem pouco. Me diverti com isso aqui nesse começo de noite. E até que não demorou tanto desta vez para mudar a cara do Isshou, né? Isso é uma coisa boa, acho. De certa forma. Pelo menos, não enjoa! xD
=*
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Segunda-feira, Junho 30, 2008 - [
21:27 ]
O som da sua alma
Você já ouviu falar de
Transitforum Austria-Tirol? Esse é o primeiro cd da banda. Eu chutaria que fazem um som totalmente alternativo, voltado grandemente para o rock. Nada de alternativo-indie, é alternativo ROCK EXPERIMENTAL QUE NINGUÉM QUER o que esse pessoal aí faz. Pessoas questionadas classificaram também como "post-rock" ou "algo tipo radiohead".
Essa é a minha banda. O som da minha alma.
É só uma brincadeirinha de internet - de
fotolog, pra ser mais exata - mas eu achei incrivelmente divertido. Faça você também!
Como brincar:
1) Nome da Banda - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) Nome do Single - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) Capa - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
Qual o som da sua alma? =D
Eu descobri que montar essas capas eh divertido; escolhi a fonte pensando no nome e
principalmente na relação com a ilustração. Quer dizer, se a brincadeira sugerisse a segunda foto, meu Transitforum seria uma banda de punk-rock nervoso. Não é curioso como as coisas são assim?
Olha só, mais gente brincou e eu editei as capas também: o
Creidhne, banda que eu ouviria com certeza, porque são um som indie-fofo totalmente Belle & Sebastian, e o
Bara Venecija, que tem cara de banda não, é um cara só que faz música étnica, assim tipo pop new age (e não me dá vontade de escutar...). Não sei, você discorda de alguma destas impressões?
Mas é legal jogar. Juro!
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Domingo, Junho 29, 2008 - [
19:50 ]
Folha de rascunhos #21
Olha, tem uma teia ali, bem no alto da estante. Uma teia bem fininha, e onde será que está a aranha? A dona aranha subiu pela parede e veio a chuva forte e a derrubou, será que vai me derrubar também? Que de repente eu também sou aranha, pelo menos nome de aranha eu já tenho, Charlotte, Charlotte que nem aquela aranha da menina e o porquinho, nossa, eu gostava tanto desse desenho, perdi a conta de quantas vezes assisti aquela cópia pirata lá na casa velha, aquela cópia tão mal feita que o começo todo tremia e chuviscava, e subia aquela faixa cortando a imagem no meio pela tela, chuviscava mais do que lá fora quando não tinha sol mas eu gostava, e tinha a aranha. Lotte, Charlotte. Até que era bom ser aranha, ter oito patas e poder fazer várias coisas ao mesmo tempo; ter mais força para segurar bem perto as coisas que não quero que se afastem, segurar bem apertado para não deixá-las escapar, de repente até envolver com o fio da teia cuidadosamente trabalhado, se fosse aranha eu saberia tricotar. Mãezinha tentou me ensinar, coitada, mas nunca aprendi, e se tivesse aprendido? Seria ainda mais aranha do que Charlotte já sou, e será que adiantaria alguma coisa? De repente se eu era aranha eu não deixava você escapar, que você se perdia no labirinto das teias assim como eu me perco na espiral estranha que sai daquele cigarro de menta que você gosta, cigarrinho de papel preto com gosto de cravo. Quanto tempo faz que você foi embora dessa vez? Eu não sei, parece muito, mas acho que todas as vezes me parece tempo demais desde que você me chamou 'Lotte, Lotte', só você consegue fazer 'Lotte' parecer uma coisa bonita, não me faz pensar em uma parte de terra toda cercada de arame farpado assim. Terra, chuvisco, chuva. A terra molhou com a chuva, será que é por isso que a dona aranha sobreviveu e continua a subir ela é teimosa e desobediente sobe sobe sobe... e será que é por isso que eu sempre fico assim esperando sem arredar pé, por que sou aranha também? Fico aqui, aranha-penélope-charlotte, tricotando sem parar as horas enquanto espero pra ver se você volta, que você sempre volta, e eu espero espero espero... espero você voltar, pra depois esquecer de novo de contar que não quero que você vá, você sempre vai, e eu não posso dizer nada ou você não vai voltar; eu queria mas não consigo te prender aqui. E será que precisava também? Porque você sempre volta, sempre segue o fio de seda pelo labirinto e encontra o caminho, acho que essa história não era de aranha mas e daí, Anansi é o deus-aranha e todas as histórias são dele então essa é de aranha também, e eu sou aranha mas não daquelas que matam depois e ficam sozinhas, não dessas, sou outra, ou pelo menos acho. Pelo menos queria ser, nome já tenho e aí, deve ser alguma coisa. Mãezinha me disse uma vez, tinha que descobrir pra escola, que meu nome era Charlotte que significava 'forte', e forte eu devo ser mesmo, aranhas são fortes também; a teia aguenta o peso delas e depois mais e mais e mais. É legal aranha chamar Charlotte, e é legal que eu seja Charlotte também, Lotte Lotte, Lotte Charlotte. E a teia ainda está ali, mas está difícil de ver porque está ficando escuro. Devia ligar o abajur, mas a teia está lá no alto e não vai adiantar, acho que vou pegar e riscar um cigarro daqueles, pra esfumaçar tudo que eu gosto bastante assim, você que me fez gostar. Está ficando frio, está me dando sono, acho que vou dormir aqui mesmo, que é mais fácil de escutar se a porta abrir quando você vier, e de qualquer forma você gosta mais de ficar aqui comigo do que em qualquer outro lugar, sempre acabo acordando no tapete nesses dias e fico feliz, vou esperar. Que você pega e volta, você sempre volta, que eu penso que não mas eu continuo sendo aranha e esse fio parece fino mas consegue te pegar e te trazer de volta aqui, sempre sempre sempre, não é? Eu sei que sim. Porque não pode ser de outro jeito. Acho que vou tomar mais um pouco de vinho. Eu sei eu sei eu sei. E já passou a chuva, o sol já vai surgindo, e a dona aranha... passos na escada. Ah meu Deus, será será? Eu ia dormir mas... Lotte, calma, menina, não pode parecer assim, vai botar tudo a perder. Nada, nada de olhar pra trás, êê menina que parece que não sabe. Passos, passos, cada vez mais altos, hum.
Mai acabou batizando-a de 'Charlotte'
mesmo. A versão original tinha 19 anos em algum lugar e era mais bobinha, desgostei porque ela não poderia ser assim, ficou deste jeito, parece mais com o que deveria (eu acho). 'Delilah' fica pra outra vez, ela tem uma outra maneira de ver tudo.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Sexta-feira, Junho 27, 2008 - [
21:32 ]
Folha de rascunhos #23
A consciência chegou devagar, e ainda assim parecia faltar-lhe metade do corpo. Como o gato de Alice, chegara primeiro o sorriso, um flutuante sorriso sem gato, incompreensível ao primeiro olhar. Sentia-se acordada apenas o bastante para compreender que se sentia perdida. Aonde ela estava, mesmo? Não sabia. Esticou o braço, sentindo na pele o que a rodeava. Pano. Cobertor. Estava deitada, bom. E, subitamente, o nada; a mão sequer se manteve suspensa um segundo antes de desabar. Borda. Como a de um precipício.
Abriu os olhos, devagar. Quase que temerosa de enxergar. Estava escuro. Janela. E dela se avistava o topo de diversos prédios, iluminados artificialmente. Noite. Já era noite, ou ainda era noite? Não sabia dizer. Pensou em procurar as horas no celular, desistiu. Voltou sua atenção para a mão caída. Ela parecia alaranjada, ali estendida sobre o tapete. Por quê? Ah, era o abajur. Havia ficado aceso, e dava essa impressão às cores. Não tinha abajur no quarto, tinha? Não. Tinha dormido na sala. Por que mesmo?
Os olhos captaram uma espiral de fumaça que se elevava quase desvanecendo da mesinha ao lado, a mesma aonde estava o abajur. Tentou estrangular o sorriso, mas ele conseguiu escapar meio de lado. Ah, é mesmo. Moveu-se, ainda deitada, esticando-se toda para alcançar o resto do cigarro, e levou-o aos lábios. Cigarro de menta. Enrolado em papel preto. Começou a cantar baixinho, para si mesma,
'they tried to make me go to rehab, but i say no, no, no...', enquanto o encostava de leve nos lábios entreabertos. Se divertia.
Sentou-se, então. O cobertor caiu, derrubou alguma coisa. Copos. Estavam no chão. Vazios, mas que sorte (ela odiava limpar tapetes). Sabia que estava sozinha, mas olhou ao redor assim mesmo. A poltrona estava torta, provavelmente havia dormido por ali - ela não se lembrava. Foi ajeitá-la, encontrou a manta (aquela manta de crochê que havia sido de mãezinha) meio escondida debaixo do móvel. Caído, com certeza. Ia colocá-la de volta no lugar, pensando em como era forte aquele perfume que não era o dela (e por que será que gostavam marcante assim?), mudou de idéia, levou pro sofá, enrolou-se nela. Perguntou-se há quanto tempo será que havia ido embora. Não muito, talvez, devido ao cigarro. Não havia bilhetes, notas, nada. Nunca havia.
Bolsa. Celular. Era noite ainda, afinal. Não havia dormido, praticamente. Como sempre. Nenhuma chamada perdida. Nenhuma mensagem. Foi colocar o aparelho na mesinha, e encontrou a embalagem dos cigarros por ali. Estranho, nunca se separava dela, nunca lhe deixava nada. Quando foi que aquilo começara? Ou será que não começara? Não poderiam ser dela, parte de todo aquele cenário que armava. Poderiam? Ah, não. Vai ver é porque ia voltar. Logo, pra variar. Sorriu.
Foi devagar até o quarto, cama feita; ligou o computador. Acionou a playlist, e que música era aquela meu Deus? Ela nem gostava. Ah, é verdade. Era porque tinha dito que tentava fazer aquela voz parecida, é verdade. Sorriu, abriu a caixa de email, nada. Entrou em outros lugares - ToriLover offline. Desligou tudo, voltou para a sala, apanhou o cobertor esquecido e se cobriu com ele no sofá, ainda de manta. Acendeu um dos cigarros do maço, eles deixavam sua boca com sabor de cravo, que estranho que era, não eram de menta? Tragou uma vez e deixou no cinzeiro. A fumaça turvava a visão, gostava. E deixou a mente divagar.
Era difícil sair de um problema sem admitir que havia um. Mas e se ela simplesmente não quisesse? Vai ver, ela gostava era de ficar assim.
'He's tried to make me go to rehab, but i won't go, go, go', cantarolou e riu pra si mesma. E foi esperar. E esperar e esperar; esperar também o sol nascer, e a consciência brotar (mas isso ela nem sabia - se soubesse, talvez tentasse evitar).
Mai ressalta que nenhuma semelhança existe, sequer como mera coincidência.
...é só a vontade de postar à toa, assim. Gosto dessa menina. Acho que vou chamar de 'Charlotte'. Ou 'Delilah'.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.
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Quarta-feira, Junho 25, 2008 - [
19:50 ]
Sobre o frio
Eu sempre adorei tempo frio. Sempre, sempre, sempre.
Andar pela rua com o vento cortante raspando as bochechas, a rua está sempre vazia nos dias frios, já perceberam? Vestir cachecol, observar tudo com o céu mais escuro e cinza. Anoitece mais rápido e clareia mais devagar, melhor ainda para quem já adora o frio e o escuro. Há menos cores talvez, mas eu gosto assim. Nada contra os botões em flores contrastantes, mas
"quem pediu à primavera sua monarquia silenciosa?"
E gosto de ficar ao ar livre no frio também. Toda enrolada como uma panqueca; ficando quentinha cercada pelo vento enregelante de sempre. E gosto de ficar aquecida dentro dos locais também, enquanto lá fora faz frio, especialmente se for perto da janela (só gosto menos do que me expor às temperaturas baixas).
O tempo frio me faz bem, e ninguém tem nada com isso.
O texto era melhor na minha mente, mas fiquei com preguiça de traduzir isso ao palpável e dó demais de apagar a idéia. Tá aqui então.
Mainii viu o vento derrubar
folhas.